Apesar de não tão incomuns, as dores nos ossos costumam ser confundidas com lesões musculares ou até mesmo distúrbios nas articulações.

Mas o que caracteriza esse tipo de transtorno é o fato de que, mesmo em repouso, as dores não cessam. Elas persistem! Dolorosas e agudas. E quando duram mais de 8 dias, é o sinal de que algo não vai bem.

Distúrbios desse tipo, de acordo com a OMS, afetam 8 em cada 10 idosos e, por isso mesmo, já estão entre as principais doenças da “terceira idade”.

Juntamente com problemas neurológicos, circulatórios, hormonais, entre outros, os problemas ligados à estrutura óssea estão entre as principais queixas dos idosos, que passam a conviver com uma estrutura frágil, pouco flexível e estão sujeitos a quedas, traumas, entre outras consequências.

Uma combinação dramática entre a deterioração natural do organismo humano e os traumas provocados por quedas e lesões torna as dores nos ossos uma ocorrência praticamente inevitável em todas as faixas etárias.

Em muitos casos, o sintoma pode ser a consequência de doenças, como osteoporose, artrose, osteoartrose, dor neuropática, excesso de cirurgias e, até mesmo, o temido câncer nos ossos.

Em todo caso, o importante é que se tenha atenção a uma dor aguda, por mais de uma semana e sem nenhuma causa aparente.

Por trás de um sintoma simples, pode haver uma doença grave, começando a espraiar os seus tentáculos pelas regiões menos acessíveis do organismo. E o pior! Manifestando-se através de dor em locais sem nenhuma ligação com a moléstia.

Quais são as principais causas das dores nos ossos?

As situações que podem dar origem a um sintoma como esse podem ser dos tipos mais variados e, até mesmo, incomuns. Veja, abaixo, algumas delas:

1. Osteoporose

A doença, que afeta cerca de 10 milhões de brasileiros e causa 1 fratura a cada 3 segundos, geralmente é o resultado de uma dieta deficiente de cálcio e vitamina D, associada a uma predisposição genética.

O transtorno caracteriza-se pela lenta deterioração da massa óssea, que ocorre a partir da ação precoce dos osteoblastos, que realizam um processo natural de dissolução dos ossos, porém já não mais seguida de um processo de “formação da massa óssea”

2. Traumas

Quedas, brigas, acidentes automobilísticos ou situações semelhantes, podem levar à fratura de um osso. A dor é decorrente da ruptura do periósteo, uma membrana vascularizada que o reveste.

Sinais como inchaço, vermelhidão, dificuldade para andar, nítida deformidade do local, entre outras características, indicam a gravidade do caso.

3. Infecção dos ossos

A infecção óssea ou osteomielite é causada por bactérias ou, mais raramente, por um vírus. O micro-organismo instala-se nos ossos após um trauma profundo, cirurgias, utilização de próteses ou mesmo devido a uma infecção.

Geralmente, é acompanhada por febre alta, inchaço, vermelhidão e secreção de pus.

4. Gripe

A gripe, por mais estranho que possa parecer, também pode apresentar como sintoma uma aguda dor nos ossos da face. Esse fenômeno ocorre, geralmente, pelo acúmulo de secreções na cavidade nasal. A dor desaparece com a gripe ou pode ser combatida por meio de antibióticos e anti-inflamatórios, inalações e ingestão de pelo menos 2 litros de água por dia, entre outras ações.

5. Metástase óssea

Nesse caso, trata-se do fenômeno da proliferação de células cancerosas por todo o organismo. Quando isso acontece, os ossos também são duramente atacados por inflamações agressivas e dolorosas.

O oncologista é o profissional capaz de avaliar cada caso e decidir o método mais adequado para combater o sintoma.

6. Leucemia

Em poucas palavras, a leucemia pode ser definida como um câncer das células que constituem o sangue. A dor nos ossos é um dos sintomas mais comuns, por exemplo, da leucemia mieloide, que se caracteriza pelo aumento exagerado de glóbulos brancos defeituosos.

Por ser um tipo de “leucemia de crescimento rápido”, manifesta-se por sintomas, como cansaço, perda de peso, infecções e dor na estrutura musculoesquelética.

Como melhorar esses sintomas?

1. Descanso

O descanso, para o caso de dores nos ossos, ainda é o melhor remédio, principalmente quando já se conhece a causa do transtorno.

Quando a dor começa, é necessário evitar a pressão exercida nos ossos pelo contato com o solo. Algumas sessões de alongamento e compressas de gelo completam o tratamento, sem dúvida, paliativo.

2. Mudança na dieta

Uma dieta à base de ômega 3, vitamina D, E, cálcio e ferro, basicamente, ajuda a prevenir a osteoporose e potencializar a formação óssea.

Além disso, o consumo equilibrado de açúcares e gorduras permite uma adequada absorção do cálcio pelo organismo.

Sem contar que o excesso de peso cria as condições ideais para dores musculares, nas articulações e, como não poderia deixar de ser, nos ossos.

Uma dieta equilibrada fornece os nutrientes necessários e combate a agressiva desmineralização dos ossos.

3. Utilize suplementos diários

Entre os vários “presentes” trazidos pelos tempos modernos, está uma drástica queda na qualidade da alimentação dos indivíduos.

A oferta cada vez maior de fast-food, em detrimento da alimentação caseira, contribui para a baixa ingestão de vitaminas e nutrientes.

É aí que entra o poder “milagroso” dos suplementos vitamínicos. Uma maneira simples, rápida e sempre à mão de manter a ingestão diária recomenda de vitaminas e sais minerais.

Há tratamentos naturais?

1. Chá de urtiga

O chá de urtiga é um poderoso diurético e anti-inflamatório, muito recomendado para os casos de inflamações, líquidos nas articulações e dores nos ossos.

Ele geralmente é utilizado na forma de infusão, com 1 colher de sopa de urtiga para 1 litro de água.

A planta (devidamente higienizada) deve permanecer sob fervura por 3 minutos. Após esse prazo, o recipiente deve ser abafado por cerca de 10 minutos. Isso é suficiente para que sejam liberadas as suas propriedades curativas.

Dores nas articulações e nos ossos, associados ou não à presença de líquidos, podem ser combatidos com essa infusão.

*Coar e tomar entre duas a três xícaras diárias entre as  principais refeições.

2. Gengibre

Poderoso analgésico e anti-inflamatório, o Zingiber Officinale é originário da Índia, mas, de tão popular que se tornou cá por essas bandas, já é “figurinha carimbada” em feiras, supermercados, mercearias e lojas de produtos naturais. O difícil mesmo é saber onde não encontrar essa “planta mágica”.

Sua capacidade de aliviar a dor, eliminar toxinas e recuperar o bom funcionamento das articulações é bastante conhecida.

O gengibre pode ser utilizado em sucos, misturado aos alimentos ou, até mesmo, in natura.

No entanto, ele exibe toda a sua força mesmo é na forma de infusão. Na proporção de 1 colher de sopa de gengibre ralado para 250 mL de água fervida.

Após abafar por cerca de 10 minutos, poderá consumir ao menos 2 xícaras diárias entre as refeições.

Uma “planta mágica”, é como o gengibre também é conhecido.

3. Couve

Eis a fonte de cálcio por excelência! Para se ter uma ideia, essa hortaliça consegue possuir mais cálcio e magnésio do que o próprio leite de vaca!

Além do mais, é uma importante fonte de potássio, ferro, fósforo, vitaminas A, B e C – todas as substâncias que auxiliam na prevenção da osteoporose.

Para o combate à dor nos ossos, o recomendado é utilizar as folhas cozidas, batidas com sucos ou cruas em saladas.

Com mais cálcio do que o próprio leite de vaca, a couve é considerada uma das maiores aliadas dos ossos.

4. Chá de ulmária

A ulmária é uma planta muito comum em Portugal, mas também bastante utilizada no Brasil. A sua ação anti-inflamatória e na circulação sanguínea é conhecidíssima, além de ser um diurético natural.

Também deve ser utilizada na forma de infusão, na proporção de 1 colher de sopa da erva seca para 500 mL de água fervida por cerca de 8 minutos.

Logo após, deve ser abafado por uns 5 minutos. E pronto! Eis um elixir dos deuses! que deve ser tomado antes das principais refeições.

Após uma longa viagem pelo oceano Atlântico, a ulmária tornou-se, no Brasil, uma das armas contra distúrbios como as dores nos ossos.

5. Ácidos graxos e ômega 3

O ômega 3 ou “ácidos graxos” são lipídios encontrados em grande quantidade em peixes, como: salmão, bacalhau, peixe azul, atum e, em uma menor qualidade, em sementes, frutas secas, óleo de girassol, azeite de oliva, óleo de milho, brócolis, couve, espinafre etc.

Sua ação analgésica e especialmente no combate às inflamações ósseas é apenas parte das suas infinitas qualidades reconhecidas em todo o mundo.

Para obter a substância por meio da alimentação, recomenda-se a ingestão de pelo menos 2 porções de 100 g de peixes por semana.

No entanto, a sua apresentação na forma de suplementos produz excelentes resultados.

Os ácidos graxos ajudam a proteger músculos, ossos e articulações.

6. Raiz de bardana

A bardana-maior, erva-dos-pergamassos, orelha-de-gigante, entre outras denominações populares, é outro excelente anti-inflamatório rico em ômega 3.

Também deve ser consumido na forma de infusão, na proporção de 1 colher de chá da raiz para 200 mL de água. A raiz deve ser acrescentada à água fervida e abafada por cerca de 5 minutos.

Além de um anti-inflamatório natural, a bardana é rica em ômega 3.

*O recomendado é não mais que 3 xícaras por dia.

7. Chá de alfafa

Por fim, essa leguminosa da família das Fabaceae, famosíssima por ser uma fonte de vitamina A, C, D, E, K, complexo B, além de ferro e cálcio. Enfim! Praticamente tudo o que os ossos e as articulações precisam para manterem-se resistentes e saudáveis.

Ingredientes:

500 mL de água;

50 g de alfafa (1 xícara de chá)

Modo de preparo:

Ferva a água, junte a leguminosa, abafe por 5 minutos e tome pelo menos 2 xícaras por dia.

Fonte de vitamina A, C, D, E, K, complexo B, além de ferro e cálcio, a alfafa é um dos vegetais mais ricos que existem.

Que médico procurar?

É praticamente um consenso a opinião de que a automedicação é um dos principais entraves para o combate efetivo de uma doença. Pois somente um especialista terá o controle das ações capazes de levar a um resultado satisfatório.

Segue, portanto, uma lista com os principais especialistas recomendados para um efetivo tratamento de dores nos ossos.

1. Clínico geral

Esse é o profissional que, digamos, irá fazer o primeiro atendimento e, se necessário, encaminhá-lo para um especialista. Por estar mais próximo ao paciente, conhece todo o seu histórico médico e, dessa forma, consegue criar uma espécie de roteiro para o tratamento.

Toda a ocorrência em adultos que não envolve cirurgias ou transtornos do aparelho reprodutivo pode ser acompanhada por um clínico geral. É ele quem solicita e analisa exames, indica tratamentos e fornece os dados necessários para o especialista.

Faz também avaliações que antecedem cirurgias, realiza campanhas de prevenção a doenças (muitas vezes ligadas ao governo), solicita check-ups, faz anamneses, entre outros procedimentos considerados a base da medicina clínica.

Ele é o primeiro passo a ser dado em situações menos complexas, como deficiências nutricionais, problemas circulatórios, depressão, ansiedade, sintomas gástricos, dores de cabeça, diabetes, vacinas, desconforto cardiovascular simples, entre outros.

2 .Reumatologista

O reumatologista é o profissional que trata dos processos inflamatórios nas articulações. Transtornos como artrose, osteoartrose, fibromialgia, artrite reumatoide, entre outras afecções semelhantes, formam o campo de atuação desse especialista.

Sintomas como dores nos ossos, nas articulações (e dificuldade para movimentá-las), inchaço e vermelhidão, devem ser avaliados por um reumatologista. Por intermédio de medicamentos e atividades físicas, ajudará o indivíduo a recuperar a sua antiga condição.

A anamnese é a grande arma desse profissional. A posse de informações completas sobre o histórico de saúde do paciente, e da evolução dos sintomas, determina os rumos do tratamento.

3. Ortopedista

Um ortopedista trata dos transtornos diretamente relacionados com os ossos. Fraturas, luxações, torções, ruptura dos ligamentos, lesões do menisco, problemas congênitos, entre outros, devem ser tratados por esse profissional.

É muito comum que haja confusão entre o reumatologista e o ortopedista. Na verdade, na maioria das vezes, eles trabalham em conjunto para o tratamento dos chamados “transtornos musculoesqueléticos”, sendo que o primeiro utiliza técnicas que envolvem reabilitação e medicamentos, enquanto o segundo utiliza a cirurgia como o principal procedimento.

4. Traumatologista

A função do traumatologista confunde-se, em alguma medida, com a de um ortopedista. Nos hospitais, essas duas especialidades ocupam um mesmo setor e são indicadas em conjunto nos casos de traumas resultantes de um choque mecânico.

No entanto, a função do traumatologista abrange um maior espectro de lesões, pois atua após acidentes automobilísticos, quedas, acidentes de trabalho, traumatismo craniano, entre outras situações onde houver algum tipo de violência física com suspeita de fratura óssea.

Indivíduos com queixas de dores nos ossos podem beneficiar-se dos seus cuidados, já que algumas das suas incumbências dizem respeito à reabilitação e/ou recuperação da estrutura óssea, bem como das funções relacionadas com o movimento, geralmente em parceria com ortopedistas, radiologistas, fisioterapeutas, entre outros profissionais.

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