6 principais causas da dificuldade de locomoção nos idosos!

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O envelhecimento natural do corpo acontece pouco a pouco, a cada ano. Essas mudanças lentas e quase imperceptíveis quando somos jovens passam a pesar mais durante a terceira idade. Um dos principais problemas que o passar dos anos traz e que costuma afetar muito a qualidade de vida dos idosos é mobilidade reduzida, a qual provoca dificuldade de locomoção.

De acordo com o Ministério da Saúde, 30% dos idosos têm algum tipo de dificuldade para realizar as tarefas básicas do dia a dia, como cozinhar, vestir-se ou simplesmente locomover-se. Isso prejudica muito a saúde e o bem-estar dessa população.

Neste artigo, vamos listar as 6 principais causas da dificuldade de locomoção em idosos. Confira agora mesmo!

1. Acidente vascular cerebral (AVC)

O acidente vascular cerebral, também conhecido como AVC, é uma das doenças que podem comprometer a locomoção. O problema acontece quando há uma interrupção ou redução no fluxo de sangue para o cérebro ou quando ocorre o rompimento de algum vaso sanguíneo.

As causas que levam ao AVC estão, em grande parte, ligadas ao estilo de vida. Pessoas hipertensas, sedentárias e que se alimentam mal ou com colesterol elevado, obesidade, estresse, diabetes e cardiopatias têm mais chances de serem acometidas pela doença.

As principais consequências do AVC são as alterações cognitivas, sensitivas e motoras. As que estão relacionadas à locomoção são desencadeadas pela fraqueza muscular e dor. Elas podem afetar somente um dos lados do corpo ou ambos. Nos dois casos, a marcha é comprometida.

2. Doenças neurológicas degenerativas

As doenças degenerativas que afetam o sistema neural e costumam atingir pessoas acima dos 60 anos — como Alzheimer, Parkinson, artrose, esclerose, entre outras — levam a uma dificuldade de locomoção em certos estágios.

Grande parte dessas doenças está associada a fatores genéticos. Por isso, é recomendado ficar atento ao histórico familiar para prevenir o surgimento desses problemas ou minimizá-los logo que eles apareçam.

3. Acidentes e fraturas

Entre os fatores que comprometem a qualidade da marcha e podem levar à dificuldade para caminhar, estão os acidentes e as fraturas na terceira idade. Os ossos, as articulações, os ligamentos e as musculaturas sofrem com o desgaste ao longo dos anos. Por isso, os idosos são mais propensos a acidentes e quedas que afetam o deslocamento.

Além disso, quando acontece uma queda, a probabilidade de que um osso se quebre, por exemplo, aumenta com a idade. Isso acontece porque o envelhecimento leva a uma diminuição da densidade mineral óssea e à perda de cálcio, tornando os ossos cada vez mais frágeis.

O tempo de recuperação também é afetado. Uma torção no tornozelo, o rompimento de ligamentos do joelho ou a quebra de ossos importantes como o fêmur podem levar meses ou até anos para serem recuperados. Ainda assim, muitas vezes, a qualidade da locomoção não volta a ser como era.

4. Cansaço e fraqueza

A fadiga e a fraqueza muscular são problemas comuns à terceira idade e acontecem, em grande parte das vezes, como consequência de danos maiores. Quando esses sintomas são frequentes ou muito fortes, podem acarretar uma dificuldade de locomoção, seja por dor, seja por falta de força.

Normalmente, a fadiga é temporária e pode ser resolvida com mudanças de hábitos. Adotar uma rotina saudável ajuda a afastar o cansaço. Isso quer dizer que os idosos precisam prestar atenção ao que comem e devem se movimentar com frequência, além de cuidar com carinho do sono.

Aliás, quando deixamos de ter boas noites de sono por muitos dias seguidos, nosso corpo se sente cansado. Principalmente nos idosos, esse estado pode afetar a locomoção e trazer outros desconfortos relacionados à falta de motivação e à depressão.

Já a fraqueza muscular acontece pelo envelhecimento natural do corpo devido à diminuição de massa muscular. Essa perda começa a ocorrer após os 30 anos e tem um grande aumento depois dos 60. Para desacelerar o processo, é altamente recomendado que as pessoas realizem treinamento de força desde cedo, especialmente quando estão na terceira idade.

5. Falta de flexibilidade

A flexibilidade é a capacidade do corpo fazer movimentos amplos e sem limitações ou sem sentir dor. Quando somos crianças, o corpo é altamente flexível. Entretanto, com o passar dos anos, essa capacidade é gradativamente reduzida, principalmente com a falta de alongamento das articulações.

A principal consequência da perda de flexibilidade é a diminuição da amplitude da passada ao caminhar, o que compromete a locomoção. Além disso, o problema também pode levar a dores que dificultam o movimento.

6. Baixo condicionamento físico

O baixo condicionamento físico também leva à dificuldade de locomoção. Tal quadro é originado principalmente pelo sedentarismo, que acomete o sistema respiratório e circulatório, resultando em fadiga por qualquer esforço.

Sendo assim, os idosos que não se exercitam com frequência podem ter grandes dificuldades para se locomover. Isso diminui drasticamente a qualidade de vida, já que o deslocamento, mesmo que por curtas distâncias, pode ser prejudicado.

Bônus: como prevenir a dificuldade de locomoção

Como vimos, diversos fatores que levam à dificuldade de locomoção estão relacionados ao estilo de vida sedentário e a má alimentação. Portanto, uma das formas de prevenção é adotar uma dieta saudável e adicionar exercícios físicos ao cotidiano.

Além disso, é importante viver em um espaço seguro e adaptado. Por isso, se o local em que o idoso vive não está preparado para evitar quedas ou facilitar o deslocamento, é necessário adotar algumas medidas para diminuir a dificuldade de locomoção, como aberturas e corredores amplos na casa, melhora na iluminação, adição de rampas, tapetes antiderrapantes e apoios.

Caso o idoso tenha algum tipo de limitação de movimento, é preciso realizar ações que amenizem e melhorem o problema, como a iniciação de sessões de fisioterapia e a prática de exercícios leves, como a hidroginástica.

O envelhecimento é um processo natural da vida, logo, não é possível evitá-lo. Entretanto, existe a possibilidade de mudar hábitos para que os problemas comuns à terceira idade, como a dificuldade de locomoção, mantenham-se afastados ou suas consequências sejam amenizadas. Daí a importância de adotar uma rotina saudável, cuidar do corpo e da mente e investir constantemente em práticas que melhoram a qualidade de vida.

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